Zapier vs Make: Qual Ferramenta de Automação Escolher em 2026?
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Zapier vs Make: Qual Ferramenta de Automação Escolher em 2026?

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Por Marina Costa17 Fev 202613 min de leitura

Existe um imposto invisível que quase toda pequena empresa paga sem perceber: o tempo gasto copiando dados de um sistema para outro. O lead que chega pelo site e precisa ser digitado no CRM. A venda aprovada que alguém lança manualmente na planilha financeira. O cliente novo que deveria receber um e-mail de boas-vindas, mas recebe três dias depois — quando alguém lembra. Estudos de produtividade apontam que profissionais passam de quatro a cinco horas por semana em tarefas repetitivas de copiar e colar entre sistemas. Em um time de cinco pessoas, é praticamente um dia inteiro de trabalho evaporando toda semana.

As ferramentas de automação no-code existem exatamente para eliminar esse desperdício: elas conectam seus aplicativos entre si e executam as tarefas repetitivas sozinhas, sem que você escreva uma linha de código. Entre todas as opções do mercado, duas dominam as pesquisas e as recomendações: Zapier e Make (antigo Integromat). Neste comparativo completo, analisamos preços convertidos para a realidade brasileira, integrações, curva de aprendizado, recursos avançados e casos de uso reais de PMEs para ajudar você a decidir qual delas merece um lugar na sua operação em 2026.

O que são ferramentas de automação no-code?

Uma ferramenta de automação no-code funciona como uma ponte entre os sistemas que a sua empresa já usa. A lógica é sempre a mesma: quando algo acontece em um aplicativo (o gatilho), a plataforma executa uma ou mais ações em outros aplicativos. Um formulário respondido no site cria um contato no CRM, envia uma mensagem no WhatsApp da equipe comercial e registra a linha na planilha de controle — tudo em segundos, sem intervenção humana. No Zapier, esses fluxos se chamam Zaps; no Make, cenários.

O impacto prático vai muito além da economia de tempo. Automações eliminam erros de digitação, garantem que nenhum lead fique sem resposta, padronizam processos que hoje dependem da memória de alguém e criam um rastro auditável de tudo o que aconteceu. Para uma PME, é o equivalente moderno a contratar um assistente incansável que trabalha 24 horas por dia e nunca esquece uma tarefa.

Zapier e Make: visão geral de cada plataforma

Zapier: o pioneiro e o mais conhecido

Fundado em 2011, o Zapier é praticamente sinônimo de automação no-code. Seu maior trunfo é a quantidade de integrações: são mais de 7.000 aplicativos conectados, o maior catálogo do mercado, incluindo praticamente todas as ferramentas populares usadas por empresas brasileiras — de Gmail e Google Sheets a CRMs, ERPs, plataformas de e-mail marketing e gateways de pagamento. A interface é linear e extremamente simples: você escolhe o gatilho, escolhe a ação e o fluxo está pronto. Nos últimos anos, a plataforma incorporou recursos de IA, tabelas de dados nativas (Tables), interfaces (Interfaces) e chatbots, ampliando o escopo para além da simples conexão entre apps.

Make: o visual e o mais poderoso

O Make, criado na República Tcheca e conhecido até 2022 como Integromat, tomou um caminho diferente: em vez de fluxos lineares, oferece um editor visual em canvas onde você monta cenários arrastando módulos e conectando-os como peças de um diagrama. Essa abordagem permite lógicas muito mais sofisticadas — ramificações condicionais, loops, tratamento de erros, processamento de arrays — com uma clareza visual que usuários técnicos adoram. O catálogo de integrações é menor que o do Zapier (algo em torno de 2.000 a 3.000 aplicativos), mas cobre todos os players relevantes, e o custo por operação tende a ser significativamente menor.

Profissional construindo um fluxo de automação visual com nós coloridos conectados em um laptop dentro de um coworking
No Make, os cenários são montados visualmente: cada módulo é uma etapa do processo.

Preços em 2026: quanto custa em reais?

Aqui mora uma das maiores diferenças práticas entre as duas plataformas — e um cuidado importante para empresas brasileiras: ambas cobram em dólar, então o valor final em reais flutua com o câmbio e ainda pode sofrer IOF no cartão internacional. O Zapier mede consumo em tarefas (cada ação executada conta uma); o Make mede em operações (cada módulo executado conta uma). A tabela abaixo resume os planos públicos divulgados pelos fabricantes no início de 2026.

CritérioZapierMake
Plano gratuitoSim, com 100 tarefas/mês e Zaps de 2 etapasSim, com 1.000 operações/mês
Plano pago de entradaA partir de cerca de US$ 20–30/mês (cobrança anual)A partir de cerca de US$ 9–11/mês (cobrança anual)
Cota do plano de entrada750 tarefas/mês10.000 operações/mês
Custo relativo por execuçãoMais altoSignificativamente mais baixo
Intervalo mínimo de verificação15 min no gratuito; 1–2 min nos pagos15 min no gratuito; 1 min nos pagos
CobrançaDólar, cartão internacionalDólar, cartão internacional
Valores aproximados das páginas oficiais de preços, sujeitos a alteração e à variação cambial. Confira os sites oficiais antes de contratar.
Convertendo para a realidade brasileira

Com o dólar na faixa de R$ 5, o plano de entrada do Make custa em torno de R$ 50–60 por mês, enquanto o do Zapier fica entre R$ 100 e R$ 150. Para uma PME que executa poucas automações simples, a diferença é pequena; para quem processa milhares de registros por mês, o Make pode custar um terço do Zapier no mesmo volume.

Integrações e aplicativos suportados

Em quantidade bruta, o Zapier vence com folga: seu catálogo ultrapassa 7.000 aplicativos e inclui ferramentas de nicho que dificilmente aparecem em outras plataformas. Se a sua empresa usa um software específico do seu segmento — um sistema de agendamento odontológico, uma plataforma de cursos, um ERP vertical — a chance de ele existir no Zapier é alta. O Make cobre todos os aplicativos mainstream e oferece, para qualquer serviço fora do catálogo, módulos HTTP genéricos que conversam com praticamente qualquer API — recurso poderoso, mas que exige um mínimo de familiaridade técnica.

Um ponto relevante para o mercado brasileiro: integrações com softwares nacionais ainda são um desafio nas duas plataformas. CRMs e ERPs brasileiros nem sempre têm conector nativo; quando têm, costuma ser via parceiros. A boa notícia é que a maioria dos sistemas nacionais modernos oferece webhooks ou API aberta, o que permite conectar via módulo HTTP no Make ou via Webhooks by Zapier. Se a sua stack é 100% nacional, verifique a documentação de API dos seus sistemas antes de escolher — e, se vendas é o gargalo, veja também como as ferramentas se comportam no nosso review do Agendor, o CRM brasileiro.

Interface e curva de aprendizado

O Zapier foi desenhado para que qualquer pessoa crie sua primeira automação em minutos. O assistente guia você passo a passo, com campos explicados em linguagem simples e sugestões de Zaps prontos para os casos mais comuns. Para fluxos lineares do tipo 'quando isso acontecer, faça aquilo', não existe experiência mais amigável no mercado. A limitação aparece quando o processo cresce: condições, caminhos alternativos e lógicas mais elaboradas ficam restritos a planos superiores ou exigem contornos criativos.

O Make exige um investimento inicial maior de aprendizado — a tela em canvas, os conceitos de módulos, iteradores e agregadores assustam nos primeiros dias. Mas quem atravessa essa curva descobre um poder de construção muito maior: fluxos com dezenas de etapas, tratamento de erros elegante, filtros visuais e a capacidade de ver o processo inteiro desenhado na tela. Nossa recomendação prática: perfil não técnico com necessidades simples, Zapier; perfil com alguma familiaridade digital e processos complexos, Make.

Casos de uso práticos para PMEs brasileiras

Para sair da teoria, estes são os fluxos que mais vemos gerando resultado em pequenas empresas do Brasil — todos possíveis nas duas plataformas:

  • Captação de leads: formulário do site ou anúncio do Meta Ads cria o contato no CRM automaticamente e notifica o vendedor no WhatsApp em menos de um minuto.
  • Pós-venda: venda aprovada no gateway de pagamento dispara e-mail de boas-vindas, cria o cliente no ERP e agenda a tarefa de onboarding.
  • Financeiro: boleto pago concilia automaticamente na planilha de fluxo de caixa e avisa o financeiro no e-mail ou no Slack.
  • Marketing: novo inscrito na lista de e-mail entra na segmentação correta e recebe a sequência de nutrição sem intervenção manual.
  • Operação: pedido despachado no ERP envia o código de rastreio ao cliente por e-mail ou WhatsApp.
  • Suporte: ticket resolvido dispara pesquisa de satisfação e registra a nota em planilha de NPS.

Para automações de conversa e atendimento, as plataformas funcionam como camada de integração por trás de ferramentas especializadas — tema que aprofundamos no guia de automação de WhatsApp para vendas, com as cinco ferramentas que mais geram resultado no mercado brasileiro.

Recursos avançados: webhooks, filtros e inteligência artificial

Nas duas plataformas, os recursos que separam usuários básicos de avançados são os mesmos: webhooks para receber dados de qualquer sistema em tempo real, filtros e condições para executar ações apenas quando os critérios certos se cumprem, formatadores para tratar datas, textos e números, e agendamentos para rodar fluxos em horários determinados. O Make leva vantagem técnica com iteradores (processar listas item a item), agregadores (juntar muitos itens em um só) e roteadores com caminhos ilimitados. O Zapier responde com Paths (caminhos condicionais), Delay, e uma camada de IA generativa que ajuda a montar e a explicar fluxos em linguagem natural — útil para quem está começando.

Falando em IA, ambas lançaram recursos que permitem incluir modelos de linguagem dentro dos fluxos: resumir um e-mail recebido e criar uma tarefa, classificar o sentimento de uma avaliação de cliente, gerar a primeira resposta de um ticket. Para PMEs, o caso mais valioso hoje é a triagem inteligente: cada lead ou mensagem que chega é classificado, enriquecido e roteado automaticamente para a pessoa certa.

Segurança, LGPD e privacidade de dados

Como as duas plataformas processam dados que trafegam entre seus sistemas, elas se tornam operadoras de dados pessoais na definição da LGPD — e a sua empresa continua sendo a controladora, responsável pelo que acontece com esses dados. Tanto Zapier quanto Make mantêm certificações internacionais de segurança (como SOC 2), criptografia em trânsito e em repouso, e oferecem termos de processamento de dados (DPA) para clientes. O Make, com sede europeia, tem uma relação naturalmente mais próxima com o GDPR, o que se traduz em práticas de privacidade alinhadas às exigências brasileiras.

  • Mapeie quais dados pessoais passam pelos fluxos (nomes, e-mails, telefones) e documente a finalidade de cada automação.
  • Ative autenticação em dois fatores nas contas das plataformas e restrinja acessos por perfil.
  • Evite trafegar dados sensíveis (saúde, biometria, dados de menores) em automações sem avaliação jurídica.
  • Inclua as plataformas no seu registro de operadores e revise os DPAs disponibilizados pelos fabricantes.

ROI: quanto tempo sua equipe pode economizar

Vamos a um cálculo conservador. Uma PME de serviços com cinco pessoas, onde cada uma gasta 30 minutos por dia em tarefas de copiar dados entre sistemas, desperdiça 12,5 horas por semana — 50 horas por mês. A um custo-hora médio de R$ 35, são R$ 1.750 mensais de capacidade produtiva jogada fora, ou mais de R$ 21 mil por ano. Um pacote de automações bem construído elimina tipicamente de 70% a 90% desse tempo.

Mesmo no cenário mais caro — Zapier em plano intermediário, algo em torno de R$ 250 a R$ 400 por mês em reais — o retorno se dá em semanas. No Make, com plano de entrada perto de R$ 60 mensais, o ROI pode superar 10 vezes já no primeiro mês. E esse cálculo nem considera os ganhos indiretos, que costumam ser maiores: leads atendidos em minutos em vez de horas convertem mais; dados sem erro de digitação geram relatórios confiáveis; processos padronizados não dependem mais da memória de um funcionário específico.

Exemplo real de ROI

Uma agência de marketing de 8 pessoas automatizou a entrada de leads, a criação de contratos e o faturamento recorrente. Resultado documentado após 90 dias: 32 horas/mês economizadas, tempo de resposta a leads caiu de 4 horas para 8 minutos e a taxa de conversão subiu 18% — pagando dezenas de vezes o custo anual da plataforma.

Quando escolher o Zapier e quando escolher o Make

Escolha o Zapier se você...

  • Quer a interface mais simples possível e fluxos lineares do tipo gatilho-ação.
  • Depende de aplicativos de nicho que provavelmente só existem no catálogo de 7.000+ integrações.
  • Prefere pagar mais pela curva de aprendizado quase zero e pelos milhares de templates prontos.
  • Valoriza os recursos de IA nativos para montar fluxos com comandos em linguagem natural.

Escolha o Make se você...

  • Precisa de fluxos complexos, com ramificações, loops e tratamento de erros.
  • Processa alto volume de operações e quer o menor custo por execução.
  • Tem alguém na equipe com perfil técnico ou disposição para aprender a ferramenta a fundo.
  • Quer ver o processo inteiro desenhado visualmente em um canvas.

Alternativas que valem conhecer

O mercado não para nas duas líderes. O n8n é a alternativa open source queridinha dos desenvolvedores, com opção de self-hosting — ideal para empresas que precisam manter os dados dentro da própria infraestrutura por exigências de compliance. A Pluga é uma plataforma brasileira com integrações focadas no ecossistema nacional e cobrança em reais, uma opção interessante para quem quer suporte em português e fugir do dólar. E ferramentas de gestão de projetos como as que comparamos em Notion vs ClickUp já trazem automações internas que resolvem fluxos dentro da própria plataforma, sem custo adicional.

Tendências: automação e IA generativa em 2026

A fronteira entre automação e inteligência artificial está desaparecendo. Os dois fabricantes já permitem criar fluxos descrevendo o objetivo em texto, e agentes de IA começam a executar sequências de ações com autonomia — não apenas seguindo regras fixas, mas tomando micro decisões dentro de limites definidos. Para PMEs brasileiras, a recomendação é pragmática: comece automatizando os três processos mais repetitivos da sua operação hoje, com a tecnologia que já existe e é barata. Quem domina os fundamentos de gatilhos, ações e filtros estará pronto para aproveitar a próxima onda, em vez de correr atrás dela.

Conclusão: qual plataforma escolher?

Zapier e Make são excelentes, e a escolha certa depende do perfil da sua operação. Se a prioridade é simplicidade máxima, catálogo gigante e resultado em minutos, o Zapier justifica o preço maior. Se a prioridade é custo por operação, fluxos sofisticados e controle visual total, o Make entrega mais por menos. Nas duas plataformas, o plano gratuito é generoso o suficiente para você construir suas primeiras automações reais e medir o resultado antes de pagar um centavo.

O erro mais caro não é escolher a plataforma errada — é continuar pagando o imposto invisível do trabalho manual repetitivo. Escolha uma ferramenta, automatize um processo esta semana e deixe a tecnologia fazer o trabalho de robô, para que a sua equipe faça o trabalho que só gente faz.

Perguntas frequentes

O Make é o antigo Integromat?

Sim. O Integromat foi rebatizado como Make em 2022, após a aquisição pela Celonis. A plataforma manteve a mesma base tecnológica — o editor visual de cenários — e desde então ganhou novos recursos, novos aplicativos e uma interface renovada. Quem usava o Integromat teve os cenários migrados automaticamente.

Zapier tem versão gratuita? Vale a pena?

Sim, o plano gratuito oferece 100 tarefas por mês e Zaps de até duas etapas. É suficiente para testar a plataforma e manter uma ou duas automações simples de baixo volume. Para uso real em uma empresa — múltiplas etapas, filtros e volume maior — você rapidamente precisará de um plano pago.

Qual é mais barato em reais: Zapier ou Make?

O Make é significativamente mais barato no mesmo volume de execuções. O plano de entrada custa cerca de US$ 9–11 por mês com 10.000 operações, enquanto o Zapier cobra cerca de US$ 20–30 por 750 tarefas. Convertidos, o Make pode custar um terço do Zapier para operações de alto volume. Lembre-se de que ambos cobram em dólar, então o valor em reais varia com o câmbio.

Preciso saber programar para usar Zapier ou Make?

Não. As duas são plataformas no-code: tudo é montado por cliques, campos e menus. O Zapier é mais imediato para iniciantes; o Make exige alguns dias de aprendizado para dominar conceitos como iteradores e roteadores. Conhecimento técnico só é necessário se você quiser usar webhooks e módulos HTTP para conectar APIs não catalogadas.

Zapier e Make funcionam com WhatsApp?

Sim, mas indiretamente. Nenhum dos dois tem integração nativa com o WhatsApp comum; a conexão acontece via WhatsApp Business API através de provedores especializados (como Twilio, Z-API ou plataformas de atendimento) que possuem conectores prontos ou webhooks. É a arquitetura padrão usada pelas PMEs brasileiras para automação de mensagens.

As plataformas integram com CRMs e ferramentas brasileiras?

Parcialmente. Algumas ferramentas nacionais têm conectores nativos ou via parceiros, mas muitas se conectam por webhooks ou API — algo que tanto Zapier quanto Make suportam. Antes de assinar, verifique se os seus sistemas principais têm conector nativo ou documentação de API pública para garantir a integração.

O que são tarefas no Zapier e operações no Make?

São as unidades de consumo que determinam o custo. No Zapier, cada ação executada conta uma tarefa (o gatilho não conta). No Make, cada módulo executado conta uma operação — incluindo o gatilho. Por isso, comparar os números diretamente engana: um fluxo de 4 módulos no Make consome 4 operações por execução, enquanto no Zapier consumiria 3 tarefas.

Meus dados ficam seguros? Como fica a LGPD?

As duas plataformas mantêm certificações de segurança internacionais, criptografia e acordos de processamento de dados. Na ótica da LGPD, sua empresa é a controladora e deve mapear quais dados pessoais trafegam nos fluxos, documentar finalidades e incluir as plataformas no registro de operadores. Evite trafegar dados sensíveis sem avaliação jurídica específica.

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Sobre o autor

Marina Costa é redatora especializada em produtividade, automação e ferramentas digitais para pequenos negócios. Formada em administração, certificou-se em plataformas no-code e já implantou mais de 200 fluxos de automação em PMEs brasileiras de comércio, serviços e educação.

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